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Aprenda a criar um aplicativo

Que tal desenvolver um projeto de coding na escola? O termo em inglês faz referência à programação e é uma proposta que pode potencializar o ensino e a aprendizagem.
Não se trata apenas de ensinar a garotada a criar um aplicativo para smartphone, tablet ou computador. A verdadeira finalidade de um projeto de programação ser usado no contexto escolar é explorar conteúdos didáticos. Ou seja, a tecnologia do coding faz as vezes de uma ferramenta que pode dinamizar ou potencializar o que e como se ensina. Ao trabalhar com programação, a turma põe a mão na massa: estuda, interpreta e reflete sobre determinados conceitos e, com base neles, cria cenários, personagens e histórias de pano de fundo, para criar um jogo, por exemplo (confira quatro sugestões abaixo).
Ser um profundo conhecedor de programação não é obrigatório para levar o coding para a classe. A tarefa mais importante do professor é pensar em um projeto factível, desafiando os alunos a criar um aplicativo interessante sobre o assunto estudado, produzindo conteúdo. Evidente que, antes de lançar a ideia, é fundamental buscar conhecer softwares livres de programação, como o Scratch (plataforma que permite criar aplicativos sem utilizar códigos, o que facilita a produção de aplicativos). E, para reforçar que ninguém precisa dominar o coding para realizar esse tipo de proposta, mais uma justificativa: é bem-vindo que o projeto seja realizado sob uma perspectiva de ensino híbrido, em que docente e turma firmam uma parceria, descobrindo juntos como funciona esse mundo high-tech.

QUATRO PROJETOS DE PROGRAMAÇÃO

História

Túnel do tempo
Sugira fazer um app sobre um fato ou período histórico para aproximar a garotada de uma época distante da realidade atual. Por exemplo, a ditadura militar no Brasil. O aplicativo pode reunir textos sobre o período, recortes de jornais, fotos e até um mapa virtual com os locais onde aconteceram os fatos mais marcantes. Também valem podcasts com depoimentos de pessoas que vivenciaram o período.

Português

Literatura na nuvem
Proponha aos alunos criar histórias em quadrinhos ou mangás em movimento para ser apreciados na tela do computador ou do celular. Por se tratar de produtos que requerem textos curtos e imagens de tamanho adequado para caber no app, a atividade exige que os estudantes editem a própria produção. Outra proposta é criar um aplicativo que possibilite que a turma analise as obras literárias exploradas nas aulas.

Ciências

Extinção na tela
Convide a turma a criar um app sobre espécies encontradas na região da escola com ferramentas de geolocalização (como Google Maps). Os alunos podem criar fichas de bichos e plantas, categorizá-las de acordo com a espécie a que pertencem, compartilhar os conhecimentos com colegas e até organizar uma campanha de proteção das espécies que corram risco de extinção.

Matemática

Jogo com conceito
Desafie a turma a recriar versões mais modernas do jogo de tênis virtual, comum nos primeiros celulares que chegaram ao país. É preciso usar conhecimentos algébricos para determinar os comandos que movimentam as peças do jogo (bolinha e raquetes). É possível ainda usar o coding para criar placares virtuais, aplicando conceitos de igualdade e desigualdade algébrica.

O QUE USAR PARA PROGRAMAR. DE GRAÇA. Scratch Indicado para quem está se aventurando em programação pela primeira vez. A ferramenta gratuita pode ser usada sem conexão com a internet.
Programaê Site desenvolvido pela Fundação Lemann, que oferece planos de aula e materiais de aprendizagem próprios para projetos.
Code.org Financiada por gigantes da tecnologia, como Mark Zuckenberg, a ferramenta é uma das mais conhecidas em ensino de programação.
Codeacademy Plataforma interativa online com aulas gratuitas de codificação em HTML e CSS.

Colaboraram nessa reportagem Bruna Nunes, especialista em Educação e coordenadora de Projetos e Articulação no Instituto Educadigital, Greiton Toledo Azevedo, professor da escola EM Irmã Catarina Jardim Miranda, em Senador Canedo (GO) e mestre em Educação e Ciências da Matemática pela Universidade Federal de Goiás (UFG), Melania Grun, professora de História do Colégio I. L. Peretz, e Valter Garoli, coordenador de tecnologia do Colégio Mater Dei, ambos em São Paulo.

Extraído de:  https://novaescola.org.br/conteudo/5010/faca-um-app-com-a-turma?utm_source=tag_novaescola&utm_medium=twitter&utm_campaign=site&utm_content=link

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Conheça a Playlist do Projeto SementesDeMentes no Youtube

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Você acredita, não é mesmo?

Será que existe realmente um abismo entre nós? Somos professores!!! Eu me  espelho em você, te ouço, dialogo, divido angústias, faço reclamações, compartilho vitórias, comemoro sucessos. Vivemos realidades próximas, temos posicionamentos ambientados em um mesmo contexto, compartilhamos tendências pedagógicas, sejam elas piagetianas, vygotskyanas ou freirianas, e até mesmo construímos, sob um mesmo prisma, reflexões sobre o que fazer com um aluno que não consegue aprender ou mesmo sobre uma sala que insiste em se manter indisciplinada…

Nesse ínterim que parece tão próximo, a questão que se coloca é: temos as mesmas perspectivas? Os mesmos sonhos? As mesmas crenças? Compartilhamos da mesma utopia? Temos os mesmos ideais? O que queremos na educação?
Sempre imaginei a possibilidade da emancipação da pessoa através da liberdade e da igualdade, e que, através dessa interligação, a justiça social brotaria pelo processo educativo. Escolher ser professor foi uma tentativa de pensar um mundo diferente, acreditando na construção de uma sociedade que combatesse a desigualdade, o individualismo e a alienação daqueles que estivessem envolvidos diretamente no processo de educar.
Partindo desse prisma você exulta: pensamos de forma parecida!!! É possível transformar a sociedade pela educação!!! Temos o mesmo projeto: acreditamos que a educação é a energia necessária para a grande revolução social!!!
O problema é que no contexto em que estamos inseridos os acontecimentos não são tão óbvios e simples assim… Precisamos entender a complexa rede em que a educação está inserida, principalmente quando assume o status de paradigmas associados à divisão das classes sociais, do não acesso aos bens duráveis, da falta de qualidade de vida, da ausência da inclusão social, da falta de perspectivas de futuro e na ação avassaladora sempre presente neste início do século XXI: a força do mercado e suas conjunturas.
Insisto em te fazer pensar: somos o tudo ou o nada? O pouco ou o muito? A diferença ou a igualdade? A soma ou a subtração? Na verdade, quando assumimos que somos sujeitos históricos de uma determinada estrutura, aceitamos que podemos compartilhar alguns denominadores comuns… Um deles está presente nas obras de Jean Paul Sartre, que afirma que quando  nos inserimos na evolução histórica, ganhamos a esperança e com ela as forças determinantes das revoluções e insurreições. Eduardo Galeano também apresenta sua contribuição quando faz referência à questão da utopia. Segundo ele, quando temos pensamentos utópicos, começamos a acreditar na força do horizonte, e a crença na sua existência nos faz caminhar, nos tirando da zona de conforto e do comodismo que muitas vezes impera no ser humano.
Na labuta diária, talvez tivéssemos algo para nos unir ou separar: a aposta no futuro!!! Na verdade, acho que esse seja o nosso divisor de águas, tornar-se professor me fez acreditar que o êxito no processo ensino-aprendizagem passa obrigatoriamente pela incrível capacidade de subvertermos a nossa própria história futura. Acreditar no futuro é termos razões que estão acima da luta e da esperança, é algo que está presente em nossas experiências diárias, algo que vai além de uma atividade banal, de um exercício irrelevante ou de uma resposta boçal de nossos alunos. Apostar no futuro, é segundo Philippe Meirieu não cruzar os braços, é construir um horizonte respaldado na inteligência e na liberdade, é assumir nossa cultura, é enfim, a reinvenção do possível e a solidariedade do coletivo.
Agora se você professor, após a reflexão, percebeu que não há nenhum abismo entre nós, dê uma volta ao seu interior e redescubra a partir de sua própria essência, a retomada do seu projeto de ensinar. Encontre no seu ofício as razões para não perder suas esperanças e aposte no futuro. Não se esqueça, nós somos o futuro!!! Junte-se a nós!!! Eu acredito nisso… Você também, não é mesmo?
Fabio Augusto de Oliveira Santos é professor na rede pública e privada de ensino e defensor de uma educação de qualidade.